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Escritor nova-erense lança livro de poesias em homenagem a Nova Era!
Categoria: EditalData de Publicação: 8 de julho de 2019
Escritor nova-erense lança livro de poesias em homenagem a Nova Era! A Prefeita Municipal e o Departamento de Cultura receberam com muito carinho e orgulho o escritor nova-erense Remisson Aniceto, que está de volta a cidade para o lançamento de seu novo livro: "Para uma Nova Era”- Poesia & Prosa (Editora Patuá, 2019). Em ocasião ele ressaltou o carinho por sua cidade natal e ofertou a Prefeita Laura um exemplar da obra. O livro será apresentado hoje na Câmara Municipal de Nova Era, às 19h, em uma reunião aberta ao público. O obra pode ser adquirida através do link:
https://www.editorapatua.com.br/produto/91750/
Conheça alguns poemas do livro Para uma Nova Era, de Remisson Aniceto:
NAUFRÁGIO
No alto mar o navio ancorou.
A alma cansada sangrou,
abalroada pela mágoa
onde singrava o coração.
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A proa ferida tingiu as águas;
anoiteceu; a maré subiu.
No olho escuro do furacão
um corpo ferido deságua.
Da alma, nenhuma pista.
— Morte à vista! Morte à vista!
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O barco levava riqueza a bordo:
fé e esperança cruzando os mares.
A esperança fugiu a bombordo
e a fé diluiu-se pelos ares.
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A nau, frágil de esperança
e sem a fé que girava o leme,
pra lá e pra cá balança
na procela que grita e geme.
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Desfraldado, como um carrasco,
de um golpe o mastro desce
ferindo o fundo do casco.
Revelado, o negro fundo do mar aparece.
E a tormenta parece uivar:
— Homem ao mar! Homem ao mar!
ABANDONO
Quando você abriu a porta e saiu
a casa ficou morta e ruiu.
Desabrigado e com a vida rasa,
meu corpo também ficou sem casa.
Na primeira curva da estrada
voltou-se, sorriu, acenou com a mão.
Ofertou-me a sua face amargurada,
herança de tristeza e solidão
Na sua partida a noite já chegava,
cobrindo tudo, tudo de luto e agonia.
Ainda esperando se você voltava,
alma e corpo penando em muda sintonia.
Não suportando a terrível dor,
a minh&TMP_39;alma seguiu você bem de mansinho...
Coisa sem alma, vaso sem flor,
meu corpo perdeu-se pelo caminho
O TEATRO
Estreitam-se da nossa Pátria as cercanias,
ruge a fome com a fuga das divisas, ri a peste.
A Nação, outrora talvez honesta, se rende à tirania
de quem ouro recolhe e de poder se veste.
Queixoso é o povo dessa Lei que o oprime;
a sangria corre solta em cada Estado;
quem matou se desculpa e se redime:
a Mão do Poder é branca e sem pecado.
Olhem bem, vejam só os descarados.
NEROS se protegem na armadura
dos votos que lhes demos. Só querem festa
e ainda nos jogam os ossos rejeitados.
O País é um teatro e A Ditadura
é a peça a que assistimos. Nada resta
NOSTALGIA
Oh! Minha querida, onde estarás agora?
Desde aquela nossa estranha despedida,
esta angústia da saudade me devora
e eu te procuro nesta ânsia desmedida.
A tristeza vai me arrastando pela vida
e a esperança me empurrando mundo afora;
e te pergunto onde estarias escondida,
se ainda me esperas ou me esqueceste nesta hora.
Estou tão triste, tão diverso de outrora,
que a Deus peço encontrar-te sem demora
e expulsar a dor que a minha alma entorpece.
Acaso me chamas e o teu corpo ainda me implora?
Será que ainda me amas? — o meu peito estremece!,
ou firme dirás: "Já te esqueci! Vai-te embora!"?

